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HISTÓRIA DAS SOBREMESAS

Atualizado: 21 de nov. de 2022

QUAL SUA ORIGEM.



Você sabia que o primeiro registro, quanto a origem dos doces, foi no século I a.C.?

Cícero, o grande filósofo romano, disse que saboreou, na Sicília, um “Tubus farinarius, dulcissimo, edulio ex lacte factus” que, na verdade, eram deliciosos tubinhos de massa de farinha, muito doces, recheados com leite, que faz referência a um dos doces mais famosos do mundo: o cannolo siciliano. Era comum, nessa época, as receitas de cremes e pudins feitos através da mistura de ovos, leite, mel e pimenta do reino, que eram assados ou cozidos até ficarem densos. Existia o hábito tradicional de caramelizar amêndoas e avelãs com mel, obtendo algo semelhante ao nosso pé de moleque, além de rechear frutas secas com nozes para festividades.

Não havia açúcar na Europa. A doçura vinha das frutas ou do mel; somente em 900 d.C. os europeus tiveram contato com o ingrediente, que era importado como especiaria do mundo árabe, mas tinha preço altíssimo para a maior parte da população.

A partir de 1200 d.C., em meio ao hábito dos banquetes, a sobremesa foi incluída ao cardápio, porém, servida antes da refeição principal, pois se acreditava que abria o estômago e a alma dos comensais (os primórdios do Biotônico Fontoura!). As receitas derivavam das tradições culinárias romanas e com as Cruzadas passaram a ter influência árabe.

Finalmente, no século XIV, a humanidade dá um salto em direção à confeitaria! Com a expansão marítima e as diversas expedições para o Oriente, ingredientes fundamentais começaram a chegar às cortes: o açúcar de cana, o cacau, a canela, o arroz, a noz-moscada e o cravo-da-índia.

Com a colonização da América, o açúcar passa a ter preço mais acessível e a prática da confeitaria deslancha! Surge o doce que marcará a história: o bolo genovês (pai do nosso conhecido pão de ló), criado pelo confeiteiro italiano Giobatta Cabona. Através dele, inicia a moda dos bolos fofos, leves e aerados, muito diferente dos preparados anteriormente que, na realidade, seriam mais bem classificados como pães doces. Então, muito obrigada, Giobatta Cabona! Quem resiste a um bolo fofinho?!

Devido ao açúcar de cana ser um ingrediente importado, em 1747, descobriu-se que na beterraba era encontrado o mesmo teor de açúcar que na cana-de-açúcar. Em 1801 foi construída a primeira usina de extração de açúcar de beterraba do mundo. Tal substituição permitiu que os profissionais pudessem sair das cortes e abrir seu próprio negócio. A partir de então nasce assim os primeiros empreendedores da confeitaria. Quantidades imensas de receitas surgiram, e na Itália o sorvete de massa, macarrons, zabaiones, biscoitos de amêndoas, frutas em caldas e cristalizadas, pudins de ovos e geleias que eram consumidos ao final das refeições que hoje conhecemos por sobremesas.

A partir do século XIX, com a adição do açúcar da beterraba, surgiu “cultura da fornalha” em toda Europa. Não somente a aparência artística contava, como a qualidade e o sabor das receitas era fundamental. Foram descobertas as massas de “biscuit”, as folhadas, os “petits-fours”, massas amanteigadas, massas de amêndoas e tantas outras, que eram servidas como acompanhamento para a mais nova moda europeia: o café, o chá e o chocolate quente.

Nascem os “Cafés e Confeitarias” para os apaixonados por um cafezinho. Esse é mais um motivo para comemorar (Uhuh!!)

O chef, Antonin Camere, tinha grande conhecimento em arquitetura e desenho que somados aos conhecimentos técnicos e químicos criou receitas como suflês e merengues. Foi Antonin que, muito preocupado com a higiene, estabeleceu o uniforme branco e o “Toque Blanche” que, em francês, significa touca branca.

A confeitaria, no Brasil, é assunto para nossas próximas conversas. Se você está gostando do meu site, então divulgue-o e compartilhe conhecimento com seus amigos! Aproveite e convide-os para um café, com bolo ou biscoitos! Será um sucesso!


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